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Verão europeu na maior ilha das Baleares é ao mesmo tempo roots e familiar

Mallorca (ou Maiorca) foi a primeira parada nas ilhas Baleares, na Espanha. Para aproveitarmos mais cada lugar, abrimos mão de ir a Formentera, que queria muuuuito conhecer, mas exigia um destino a mais. Só se vai a Formentera por Ibiza. Ficaria picado demais para os 15 dias disponíveis nas ilhas. Uma escolha. Neste texto, vamos contar como foi nosso roteiro em Mallorca, venham viajar conosco!

Chegamos voando a Mallorca –mais barato e rápido que o ferry.

Do aeroporto ao nosso hotel, a 10 min de caminhada do Castelo Bellver (uma das principais atrações da cidade), em Palma, pagamos 20 euros pelo táxi. De ônibus, pelo triplo do tempo, se vai por 5 euros.

Em nosso dia na capital, antes de rumarmos para as praias, caminhamos ladeira acima até o castelo (ao chegar na entrada da área, são mais 400 degraus, mas fizemos por um caminho lateral, que nos disseram ser um pouco mais longe, mas arborizado – o calor às 10h já era forte).

O Castelo Bellver apresenta um pouco das origens de Mallorca. Não há muito o que ver além de uns três salões com mobiliário, estátuas e painéis contando a história. Mas a arquitetura circular faz o local interessante e proporciona uma vista interessante de Palma.

Da cidade e de suas praias.

Do Castelo Bellver, pegamos o ônibus do tour local. Uma forma de deslocamento fácil e objetivo pelos principais pontos (sempre uma opção pra estadias rápidas). Saindo do Castelo, o tour passou pela região comercial da capital, percorreu a área do Porto (onde atracam os cruzeiros e descem centenas de pessoas por dia) e foi pra região mais charmosa, próxima à Catedral.

A Catedral é espetacular. As capelas, cerca de 15, merecem uma boa mirada. Tem Nossa Senhora dos Navegantes e anjo-caveira. Nunca tinha visto caveira de asas.

Ao sair da catedral, “nos perdemos” pelo centro histórico até pararmos pra almoçar em uma padaria local, super charmosa.

No dia seguinte, nos deslocamos para Cala Santanyi, nossa base pras praias. E aí ficou realmente bom – sim, nosso alvo eram as praias. E a partir daí foi só queixo caído. Uma praia mais surpreendente que outra até o fim, em Menorca (que ficará pra outro post).

Vamos à algumas dicas de Mallorca.

Cala Santanyi – excelente boas-vindas. Praia pequena, águas claras, familiar. Super charmosa, com infraestrutura à beira-mar, o que nem sempre tem. Cadeiras e guarda-sol (paga-se por eles cerca de 10 euros a diária), restaurantes e equipamentos pra mergulho. Subindo uma escadaria (sim, muitas escadas, quando não trilhas, por toda a ilha pra sair e chegar às praias), mais restaurantes, mercados e um pequeno comércio.

Cala des Moro – imperdível. Chegamos de carro. Há estacionamento público gratuito cerca de 1km da praia. O caminho até lá tem algumas casas residenciais e uma trilha de dificuldade média pra fácil. E vale cada passo. A primeira vista do mar é arrebatadora. Do alto das rochas, no meio das arvores, se vê o mar azul turquesa lá em baixo. A faixa de areia é pequena e curta. Chegando bem cedo, da até pra conseguir uma caverna pra ficar. Com sombra.

Cala S’Amonia – a poucos metros da Cala des Moro. Algumas casas, rochas e mar azul. Ótima pra mergulho, cheia de cavernas. Pouco espaço pra ficar (sem areia). Mas com pedras fartas entre um merfikho e outro.

Cala S’Amarador – fica dentro do Parque Natural de Mondragó. Destino mais difícil de encontrar em toda a viagem. Orientação nas estradas e do navegador falhas. Vários carros perdidos, pelos quais passamos várias vezes. Ah! O acesso às praias é feito pelos “cami”. São estradas asfaltadas, de boa qualidade, margeadas por muros de pedra, e bem estreitas. Exige boa noção espacial do motorista. Mesmo. Adoro dirigir, já fiz a trilha Rubican, em Nevada, nos EUA (entendidos entenderão), mas admito que exige alguma habilidade pra manobras em pistas estreitas (parar pro outro passar mesmo). Ao encontrar e chegar ao parque (estacionamento a 5 euros), descobrimos que numa ponta tem a praia de S’Amarador e na outra, a Cala Mondrago, possível chegar por um passeio pelas pedras (pouco mais de 500 metros). Cala Mondragó tem um pouco mais de infra (bar, chuveiros…).

Cala Dor – Mais ao nordeste de Mallorca, a “praia dos ingleses”, ainda que a ilha seja dos alemães. Arquitetura predominantemente moura cede espaço para a mediterrânea. Super charmosa. E “mais urbana”, ao mesmo tempo. Hotéis, bares, restaurantes e lojas, concentradas numa pequena área. Uma delícia de praia.

#DicasVPM:

  • tem transporte público, mas melhor alugar carro. Se for encarar uma locadora low cost, reserve tempo. Eles contam com isso (e inclusive cobram por serviço rápido – 17 euros, no caso da que usamos)
  • optamos por hospedagem na praia (Cala Santanyi), mas é possível ficar em Santanyi mesmo (no vilarejo, com maior oferta de bares e restaurantes) e rumar pras praias a cada dia.
  • no navegador, boa referência é buscar pelo parking da praia em questão. Atenção porque quase toda cala tem o vilarejo correspondente.
  • madrugue, sobretudo, na alta temporada (e em Menorca!). As praias são pequenas, e o acesso (pelas estradas e às praias) é restrito.
  • há um “horário de migração” das praias que pode ser aproveitado. Em geral, no início da tarde e no fim do dia. Como anoitece tarde, dá pra aproveitar bem os dias, com visita a duas ou até três calas por dia, dependendo da disposição.
  • muito sol e nem sempre com infraestrutura à beira mar. Então, vale a pena invistir na compra de um guarda-sol (qualquer pequeno comércio tem) ou pergunte se o seu hotel tem um para emprestar.
  • óculos de mergulho e snorkel também são muito úteis, além de boias! Elas são a grande onda no verão europeu. Além de renderem fotos divertidas nas redes sociais, são confortáveis pra aproveitar o mar tranquilo.
  • as praias da ilha são, na maioria, super familiares, onde alemães, ingleses e até espanhóis vão veranear. A criançada fica livre e solta, entre a areia e o mar calmo.
  • com exceção das calas sem areia (só pedra), são amigáveis a qualquer público. Mas o acesso, mesmo por trilha ou escadaria, exige fôlego, mas não habilidade.
  • nos meses de junho/julho, o fluxo de turistas ainda é tranquilíssimo. E a temperatura do mar está mais pra fria, mas o calor já é um incentivo a enfrentar o nível crítico da cintura. Depois que vai, não dá vontade de sair…

Mais Espanha no Vai Para o Mundo

Se quiser conhecer outros destinos bacanas na Espanha, clique AQUI e leia as dicas das nossas viajantes sobre Pueblos Blancos e Barcelona.

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Deise de Oliveira
Deise de Oliveira

Jornalista que gosta de inventar pra depois ter histórias (reais) pra contar. E que oportunidade melhor pra isso do que viajar?... Principalmente pra quem não gosta muito de planejar (só o inevitável mesmo). O lance é ir e deixar rolar... 

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