LOADING

Type to search

Share

Seguindo nossa saga russa, depois de conhecer e se maravilhar com São Petersburgo (confira AQUI todas as dicas), foi a vez de desembarcar em Moscou. E é na atual capital do país que se tem a sensação de estar naquela Rússia que sempre ouvirmos falar. Passamos 3 dias incríveis nesta cidade que mistura praças e avenidas gigantes, igrejas ortodoxas, e muitos símbolos e heranças do período soviético, que dão aquela sensação de estar vivendo a própria guerra fria. Confira neste post todas as dicas para conhecer esta cidade vermelha e cheia de atrações.

HISTÓRIA

O nome Moscou aparece pela primeira vez em torno de 1147, e é uma referência ao rio que corta a cidade, o Moskva. Moscou foi a capital da Rússia durante quase toda a história do país. Sua ascensão se deu durante o reinado de Ivã III (1462-1505), e somente não foi a capital quando Pedro – o Grande – transferiu a sede do império para São Petersburgo, em 1713, voltando a ser em 1918 após a Revolução Russa.

Para saber mais da fascinante história do país, leia o post sobre São Petersburgo.

MOSCOU HOJE

Com uma população de mais de 12 milhões de habitantes, a cidade é o centro econômico e político do país. É a sexta cidade mais populosa do mundo, e a segunda mais populosa da Europa, menor apenas queIstambul. De acordo com a lista de 2012 da Forbes, Moscou é a segunda cidade com mais bIlionários do mundo.

COMO CHEGAR

Chegamos em Moscou vindo de São Petersburgo. Usamos o trem de alta velocidade SAPSAN, que faz o trajeto de mais de 700km em menos de 4 horas.Pagamos 60 euros por pessoa (num grupo de 6). A passagem para grupos sai mais barata, mas não varia muito mais que isso. Você pode comprar a passagem pelo site russiantrain.com e imprimir.

O trem chega em Moscou na Leningradskaya Station, onde você pode pegar, logo na frente o metrô na estação Komsomol’skaya (linhas 1 vermelha e 5 marrom, que é a chamada perimetral), chegando a quase todos os lugares da cidade.

Se chegar de avião: Moscou tem três aeroportos internacionais. Cuide ao comprar sua passagem para saber onde você vai desembarcar.

Aeroporto Internacional Sheremetyevo: maior aeroporto da Rússia,  fica a 29 km do centro de Moscou.

Aeroporto Internacional Domodedovo: é o maior aeroporto em termos de tráfego de passageiros e fica a 50 km do centro. Nele chegam a maioria dos voos vindos da Europa.

Aeroporto Internacional Vnukovo: é menor e fica a 30 km do centro.

Para chegar ao centro da capital russa, também não recomendamos táxi. Primeiro porque os taxistas raramente falam inglês, e em alguns casos também podem tentar te enganar. Se for escolher ir de carro, use Uber. O aplicativo funciona perfeitamente por lá.

Mas os três aeroportos são atendidos pelo AeroExpress, serviço de trem que leva até as estações de trem no centro da cidade. A passagem custa 470 rublos (de qualquer um dos aeroportos), em torno de 25 reais, e a viagem leva em média 30 a 40 minutos, dependendo de qual deles. O trem sai de meia em meia hora a partir das 5h até 23h30. Há guichês nos aeroportos para comprar a passagem com cartão de crédito, ou a compra pode ser feita pelo site e pelo aplicativo da empresa.

O AeroExpress te deixará em uma estação de metrô, de onde você poderá seguir para quase todos os pontos de Moscou.

Para se locomover na cidade, use o METRÔ. Mas prepare-se, apesar de ser fácil de usar, a sinalização das estações está, na sua maioria em russo, e, em cirílico. Há bastante policias circulando, mas quase nenhum fala inglês. Recomendamos imprimir o mapa abaixo para saber entender os nomes das estações que, como em São Petersburgo, também tem algumas que são verdadeiras obras de arte.

Para comprar o bilhete há máquinas (fáceis de usar) e guichês, onde na maioria uma atendente fala inglês (mais ou menos, mas fala). O bilhete custa 55 rublos, e há opções de bilhetes múltiplos também.

Como na maioria dos locais turísticos de Moscou, há dectetores de metais na entrada das estações. Se você estiver levando malas, vai ter que passar por eles.

A profundidade do metrô é surpreendente, pois foi construída na época soviética e já pensado como uma proteção para possíveis bombardeios.

ONDE FICAR

Não faltam opções de hospedagem em Moscou. De albergues/hostels, aluguem de apartamento, até hotéis de luxo. Recomendamos escolher um local próximo a uma estação de metrô, que irá facilitar muito sua locomoção.

Como estávamos em um grupo grande, optamos por alugar dois studios no Mama Ro Apartments. Com uma decoração super moderna, ótimo atendimento  e localização, recomendamos muito!

Outras opções de hospedagem podem ser encontradas neste LINK.

PASSEIOS IMPERDÍVEIS

PRAÇA VERMELHA

O maior símbolo de Moscou tem mais de 500 metros de imponência e foi palco de importantes acontecimentos da história Russa, como a revista das tropas de Napoleão, em 1812, e a Parada da Vitória, que comemorou o fim da Segunda Guerra, em 1945. Sua memória guarda também enormes procissões populares, entradas de embaixadores estrangeiros, marchas festivas, além de ser o local onde reuniam-se multidões para ouvir os éditos dos czares, pronunciados em uma tribuna redonda.

Apesar de seu nome – vermelha – parecer uma referência ao comunismo, o termo vem do eslavo antigo “krásnaia” que, além de vermelha significava formosa. E ela é de fato lindíssima.

Rodeada pelo conjunto do Kremlin, pela Catedral de São Basílio, pelo shopping GUM e outros pontos turísticos (veja no mapa abaixo), com certeza dá pra passar o dia todo percorrendo suas atrações. Não deixe de visitá-la à noite e se encantar com a iluminação.

Não deixe de dar uma espiada:

– Porta da Ressureição: a principal “entrada” da praça, a porta que vemos hoje é uma reconstrução feita em 1995 da original de 1680, que foi destruída por Stálin em 1931 porque seus tanques não passavam pelos vãos para os desfiles militares na Praça Vermelha. Repare na pequena encostada ao lado da porta. Na sua frente é costume jogar moedas de costas e fazer pedidos (e as moedas são prontamente recolhidas por moradores de rua locais).

– Museu Histórico do Estado: é o prédio vermelho logo a lado da Porta da Ressureição. Construído em 1872, foi a primeira sede da Universidade Estatal de Moscou. Abriga peças que contam a história da Rússia, desde a pré-história até obras adquiridas pelos Romanov. Mesmo que você não visite o Museu, como nós, com certeza ele está em várias fotos suas. O museu funciona diariamente (exceto terças) das 10:00 às 17:00. O ingresso custa 1.100 rublos. Mais informações e compra online você encontra AQUI.

– Catedral de Kazan: construída em 1625 pelo Dmitry Pozharsky – que atribuiu sua vitória na guerra contra a Polônia à Mãe de Deus de Kazan, a catedral original, de madeira, pegou fogo em 1632. Em 1637 o czar Miguel I a reconstruiu, desta vez com tijolos. A bela igreja também não sobreviveu aos tanques de Stálin, sendo demolida em 1936 para abrir passagem aos desfiles nacionalistas soviéticos.

Mas graças ao arquiteto Piotr Baranóvsky, que era apaixonado pela igreja, ela foi reconstruída em 1993. Ao saber que ela seria destruída, na década de 30, Baranóvsky tirou o máximo de fotografias detalhadas e fez dezenas de plantas, que possibilitaram sua reconstrução. A igreja abre diariamente das 8:00 às 20:00 e o acesso é gratuito.

– Mausoléu de Lenin: Bem no meio da Praça Vermelha, está o mausoléu do principal líder soviético. Lenin, o líder da Revolução Russa, que derrubou a monarquia e instalou o comunismo, nasceu em 1870, governando de 1917 a 1924, ano de sua morte. Seu corpo foi embalsamado e está exposto monumento na praça. Como não sou muito fã de encarar filas para ver gente morta, não entrei.

Funciona de terça a quinta e sábados e domingos, das 10:00 às 13:00. O acesso é gratuito e quem já foi garante que além de bizarro, dá a sensação de estar perto de um boneco de cera. Conta aí o que você achou se já esteve por lá. Mas alerta: nem tente tirar fotos, os guardas estão de olho.

– Shopping GUM: percorrendo quase toda a lateral da Praça Vermelha está o mais tradicional shopping de Moscou. Local de um mercado desde o século XVI, no século XVIII a czarina Catarina II, a grande encomendou ao arquiteto italiano Giacomo Quarenghi, o preferido da imperatriz, a construção de um grande centro comercial para o lugar.

Após o incêndio de 1812, quando Moscou ardeu por 5 dias, a cidade precisou ser reconstruída. Entre os muitos prédios que foram erguidos novamente estava o shopping GUM que seguiu projeto do arquiteto russo Osip Bové. No fim do século XIX, já sob o reinado do czar Alexandre II, o prédio concebido por Bové estava degradado. Então foi promovido um concurso, vencido por Alexander Pomerantsev que apresentou um projeto original, moderno e progressivo. Assim, nascia o GUM que existe até hoje, concluído entre 1889 e 1893.

Curiosidades: dentro do shopping você encontrará as lojas mais chiques e sofisticadas, por ironia um símbolo do capitalismo mundial. Não deixe de provar os sorvetes dos quiosques espalhados pelo prédio. E o mais curioso de tudo: os banheiros são cobrados, mas têm preços diferentes dependendo da sofisticação. Não se assuste: dependendo da área do shopping, pode sair mais caro fazer xixi que tomar o sorvete.

CATEDRAL DE SÃO BASÍLIO

Um dos prédio mais famosos de Moscou (e talvez de toda a Rússia), com suas torres coloridas que parecem uma obra de confeiteiro, encantam os olhos de todos os ângulos que se vê, seu nome original é Igreja da Intercessão da Virgem. Passou a ser conhecida como Catedral de São Basílio, por abrigar o túmulo do beato Basílio, sepultado lá em 1588, que é venerado pelos russos.

Erguida por ordem do czar Ivã, o terrível, entre 1555 e 1561, para comemorar a vitória russa sobre o Kanato de Cazã (que unificou as terras russas em torno de Moscou), a ideia de “templo-monumento” acabou resultando nas formas tão originais da igreja. Na verdade, são nove igrejas colocadas sobre um pedestal. Oito delas estão agrupadas em torno da Igreja da Intercessão da Virgem, a mais alta (com 47,5 metros) e que tem a única torre piramidal.

Originalmente a pintura era mais sóbria. As cores policromáticas das cúpulas e os ornamentos dos pisos inferiores surgiram nos séculos XVII-XVIII.

Curiosidade: São Basílio era considerado yurodivy (louco por Cristo), aquele que em nome de Cristo comete loucuras, aos olhos da sociedade, como andar nu ou com poucas roupas, dedicar-se a uma vida simplória, abrir mão de bens materiais em nome nos pobres.

Não deixe de ouvir o coro de canto tradicional religioso ortodoxo   masculino do conjunto Doros, que canta no interior da catedral. É lindíssimo! Compramos o CD e tudo.

A catedral abre diariamente (exceto na primeira quarta-feira de cada mês) das 11:00 às 17:00. A entrada custa 700 rublos. Confira AQUI mais informações de horários e preços.

KREMLIN

Datando do meados do século XII, o Kremlin é o coração de Moscou e da Rússia. É uma cidade murada localizada no alto da colina Borovitski, na confluência dos rios Moscova (o principal da capital) e Neglínnaia. Já foi a cidadela dos czares, a sede do governo da União Soviética, e hoje é onde trabalha o atual presidente, Vladmir Putin

Com seus 2.235 metros de muralhas, ao longo das quais se erguem 18 torres, o Kremlin de hoje é um verdadeiro museu a céu aberto: uma fortaleza com vários palácios, igrejas, museus e outros monumentos em seu interior. Por ser sede do governo, parte é fechada para visitação, mas o restante é o suficiente para encantar.

Recomendamos chegar bem cedo e, se possível, contratar um guia. Ele já terá comprado seu ingresso, o que evitará as longas filas da entrada. E também te levará nos pontos mais interessantes, dando explicações históricas. Nossa guia Ania (veja os contatos no post Dicas Práticas para Visitar a Rússia) foi fundamental nesse dia.

O que visitar dentro do Kremlin:

– Praça das Catedrais: um conjunto de igrejas e catedrais lindíssimas, onde aconteciam as coroações, batismos e enterros dos czares. Vale entrar em todas que puder, pois são maravilhosas: Campanário de Ivan, Catedral da Assunção, Catedral do Arcanjo São Miguel, Catedral da Anunciação e Igreja da Deposição da Virgem. São lindíssimas por dentro.

– O Sino do Czar: perto da Praça das Catedrais, está um sino enorme, conhecido como “sino do czar”. O sino começou a ser moldado em 1737 para ser – e ainda é – o maior sino do mundo, com 6 metros de altura e mais de 200 toneladas de bronze.  Mas apesar de todas sua grandiosidade, ele nunca funcionou, pois quando ainda estava sendo construído, um incêndio o atingiu, e a água jogada para apagar o fogo fez com que o sino se quebrasse. Desde então ele está nesse pedestal atrás do Campanário de Ivan.

– O Canhão do Czar: logo ao lado do sino, repousa esta outra megalomania dos czares. Este gigante de bronze construído em 1586 é considerado o maior canhão do mundo, mas nunca foi usado. Dizem que nem funciona, mas rende belas fotos e deve ter assustado muito visitante estrangeiro.

– Palácio Arsenal: particularmente, uma das visitas que mais gostei! O Palácio Arsenal (Armory Chamber) é o maior museu do Kremlin, começou a ser construído em 1508 e foi finalizado em 1851. O palácio era um grande centro de produção para os Czares, ali trabalhavam pintores, escultores, joalheiros e armadores.

Lá estão parte das riquezas dos czares (que não foram vendidas pelos bolcheviches), como carruagens, coroas, tronos, e os famosos Ovos Fabergé, que falamos no post sobre São Petersburgo. Dentro do Arsenal, você pode pagar uma taxa extra e visitar o Fundo de Diamantes do Estado, que mostra os diversos tipos de diamantes da Rússia, onde são encontrados, como são lapidados e, obviamente, as joias incríveis da coroa. Infelizmente, não dá pra tirar fotos.

A entrada do Kremlin fica no Jardim de Alexandre e o acesso é feito pela Torre Kutafyia que é conectada a Torre da Trindade por uma ponte. A bilheteria fica logo ao lado. Os ingressos para o Kremlin têm valores diferentes de acordo com o tipo de visita. Você pode comprar pela internet, neste SITE, ou nos terminais de autoatendimento no local. Os preços variam de acordo com os locais escolhidos para visitação.

Horário de funcionamento: diariamente das 10:00 às 17:00, exceto quintas-feiras.

DicasVaiparaoMundo:

– Leve comida e água. O Kremlin é enorme e não há lugar para comprar comida.

– Nunca tire foto de locais proibidos.

– Sempre ande pelas faixas de pedestre. Lembre que o local tm circulação de carros, e como é uma sede de governo, podem sair carros militares em alta velocidade a qualquer momento. Se andar fora delas, ouvirá a bronca dos guardas.

BUNKER 42

Quando decidi visitar Moscou, sabia que não sairia da cidade sem visitar este lugar!

Os bunkers eram abrigos antiaéreos secretos construídos pelos russos durante a Guerra Fria. Destas construções, o chamado modelo 4 era o mais eficaz, pois tinha os corredores protegidos por 1 metro de concreto para cada lado, cobertos de chapa de aço. O primeiro deste tipo, chamado 4.1, foi construído embaixo do Kremlin. O segundo é este, que ganhou o nome de Bunker 4.2 e é o único bunker aberto para visitação em toda a Rússia.

Neste local, que fica embaixo de um prédio amarelo comum, em um bairro comum de Moscou, ninguém poderia dizer que até a década de 80, a 65 metros da superfície, funcionava um centro de controle de voos de longa distância, além de um abrigo com capacidade para manter 600 pessoas por até 3 meses! Várias pessoas trabalhavam ali diariamente, sem levantar nenhuma suspeita.

O bunker possui uma área total de 7 mil m2, composto por 4 blocos, em túneis diferentes. Os suprimentos eram levados por uma passagem secreta da estação de metrô Taganskaya, por onde também entravam os oficiais militares.

A visita ao Bunker 42 é uma verdadeira viagem no tempo, com – obviamente – uma visão russa da história. Prepare-se para começar descendo 16 andares de escada (eles só usam o elevados em casos de extrema necessidade).  Lá dentro você verá um verdadeiro Museu da Guerra Fria, com ambientes montados para contar como era a época de Stalin. Você verá de perto a sala de controle de voos, as armas do exército russo e até detalhes mais sutis sobre a vida naquela época.

Na sala de controle de mísseis, uma encenação mostra como seria o disparo de armas nucleares contra os Estados Unidos… Confesso que é ao mesmo tempo engraçado e aterrorizante pensar nisso como uma ameaça.

ALERTA DE SPOILER: pule para o próximo item de atração de Moscou se quiser manter a surpresa sobre o tour no Bunker… (vou até escrever com letras menores)

O tour termina com uma passagem pelos corredores dos túneis, e então eles fazem uma simulação de bombardeio super realística. Asssuta mesmo. Rsrsrs.

As visitas ao Bunker precisam ser agendadas com antecedência. No site oficial, existem uns 8 tipos de tour diferentes, apenas 2 em inglês: Declassified e o Bunker-42 Tour.  Não dá para comprar pelo SITE, sendo preciso mandar e-mail para agendar, oq eu pode ser complicado pela barreira do idioma. Os valores ficam entrem 1.000 a 2.220 rublos, dependendo do tour se é estudante ou não.

Novamente recomendo pedir a um guia para comprar com antecedência. Mas não deixe de ir. É realmente imperdível!

ESTAÇÕES DE METRÔ

O projeto do metrô de Moscou data de 1930. Lenin queria que o metrô moscovita fosse o mais rápido e moderno da sua época e em 1935 ele conseguiu. Até hoje, com suas 14 linhas que somam mais de 400 quilômetros e 200 estações, é um dos maiores orgulhos dos russos.

Mas mais do que isso, o metrô de Moscou é uma verdadeira obra de arte. Cada estação é uma rica galeria que serve como uma ostentação pomposa do regime socialista soviético, para mostrar ao mundo o poder e sucesso do país na época. São estátuas, mosaicos, pinturas, colunas de mármores, obras e mais obras que deixariam vários museus para trás.

Existem alguns tours guiados para percorrê-las. Eu preferi desbravar na surpresa mesmo, subindo e descendo durante meus trajetos de um lado a outro de Moscou. E cada surpresa mais linda! Para facilitar, muitas delas ficam na mesma linha, a linha 5 que é uma linha circular que se conecta a todas as outras do sistema metroviário de Moscou. Como são mais de 200 estações, vou recomendar algumas aqui: Taganskaya, Elektrozavodskaya, Komsomolskaya, Novoslobodskaya, Prospekt Mira, Kievskaya, Ploshchad Revolyutsii .

Divirta-se e deslumbre-se!

CATEDRAL DO CRISTO SALVADOR

Com sua cúpula dourada vista praticamente de toda a cidade, é a mais alta catedral ortodoxa do mundo com seus 103 metros de altura. A nave principal pode comportar até 10 mil pessoas em pé. Construíada originalmente entre 1839 e 1860 em comemoração à vitória russa sobre Napoleão, a igreja atual também é uma reconstrução (feita entre 1994 e 1997), porque foi mais uma que Stalin destruiu e 1931.

O ditador pretendia contruír ali o Palácio dos Soviéticos, com uma imensa estátua de Lenin. Entretanto, seus planos nunca saíram do papel, por causa da Segunda Guerra Mundial e invasão de Hitler ao país. Quando a guerra terminou, durante anos o local foi uma grande piscina pública.

Com a queda do regime soviético, a igreja foi reconstruída em apenas três anos, para comemorar os 850 anos de Moscou. Mas o alto custo da obra, numa época de dificuldade financeira do país, acabou gerando mais polêmica do que comemorações.

Infelizmente não entrei na catedral, que é belíssima por dentro, porque no dia planejado para visitarmos, era o dia anterior à Pascoa na Rússia (a páscoa ortodoxa cai numa data diferente da católica). E o presidente Putin participa da missa, que é transmitida ao vivo pela TV. E por questões de segurança, a igreja já estava toda fechada para visitação. L

A igreja abre diariamente das 10:00 às 17:00. A entrada é gratuita.

TEATRO BOLSHOI

Conforme falei no post sobre São Petersburgo, optamos por assistir um balé por lá. Também porque os ingressos do Bolshoi já estavam esgotado. Mas não deixamos de dar uma passada na frente do famoso teatro para dar uma conferida.

O prédio do tradicional ballet russo passou por uma reforma recentemente, tendo sido reinaugurado em 2011. A construção original data de 1780 , mas passou por dois incêndios e foi reconstruída em 1856. Em 1922, foi dentro do Bolshoi que foi proclamado o início da União Soviética.

Para comprar ingressos para o teatro, tente com bastante antecedência por este SITE.

Com estas sugestões, acredito que você possa passar momentos incríveis em Moscou. Há muita coisa ainda pra se ver e descobrir nesta cidade cheia de contrastes. Manda aí pra gente suas dicas e boa viagem! Espero que se divirtam tanto quanto nós!

Tags:
Gabi Brunelli
Gabi Brunelli

Gaúcha que nasceu em São Paulo, mãe da Luiza, apaixonada por viagem, mergulho, fotografia e futebol. Descobriu que sofre de crises de abstinência se não tiver pelo menos dois roteiros já planejados. Nem que seja até a cidade ao lado. Publicitária de formação, curiosa por opção.

    1

Leave a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *

%d blogueiros gostam disto: