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“Viajar e não ter a vergonha de ser feliz, viajar, (viajar, viajar), a beleza de ser um eterno aprendiz! Eu sei… Que a vida devia ser bem melhor e será! Mas isso não impede que eu repita: é Bonito, é Bonito e é Bonito!”

Escuto muita gente e me incluo nesse grupo, de pessoas que não viajam pelo Brasil porque é caro, porque não é seguro ou porque estão deixando para fazer isso quando for mais velho. Com certeza você já ouviu um desses argumentos. Assim como deve ter ouvido que o Brasil é um país lindo, cheio de diversidade e de natureza exuberante. Sabendo disso, tenho uma lista de no mínimo 20 lugares que quero conhecer no Brasil antes de morrer.

Um desses lugares era Bonito, no Mato Grosso Sul, município que integra o complexo turístico do Parque Nacional da Serra da Bodoquena. Aceitei o convite da minha irmã e embarquei numa trip de família, ela com marido e filho, mais eu, a irmã caçula.

Para quem mora no Sul de um país continental, as passagens aéreas são sempre muito caras, com quase nenhuma oferta de voos diretos. A Azul oferece voo para Bonito de diversas cidades brasileiras, mas o preço acabou nos levando a usual escala em São Paulo, que nós gaúchos já estamos acostumados.

Descemos em Campo Grande, alugamos um carro no aeroporto e dirigimos cerca de três horas e meia ate Bonito. A estrada é bem sinalizada e está em boas condições. O aluguel do carro também é ótimo pois depois usamos muito para nos deslocar até os passeios.

Fomos em início de dezembro, quando já estava calor e ainda era baixa temporada.

O turismo em Bonito é incrivelmente bem organizado. Sério, para gringo nenhum botar defeito. Não existe diferença de preços nos passeios entre as agências, o que muda é o serviço oferecido. Então você não precisa perder horas comparando preço. Como é um destino muito procurado, é muito importante que você vá com tudo agendado. Minha irmã, que organizou tudo, escolheu a empresa H2O Ecoturismo. Começamos a pagar os passeios alguns meses antes da viagem, o que foi ótimo. Adoro quando volto para casa com quase pago. Ficamos cinco dias inteiros em Bonito e a programação escolhida foi:

  • Fazenda Estância Mimosa: trilha e cachoeiras, possibilidade de fazer cavalgadas também.
  • Cachoeiras Boca da Onça: complexo com trilhas, cachoeiras, rapel e muita natureza.
  • Flutuação no Rio da Prata: lindo trajeto de flutuação, muito cardumes e espécies de peixe em águas cristalinas.
  • Buraco das Araras: pode ser encaixado após o passeio no Rio da Prata, pois estão próximos.
  • Gruta do Lago Azul: somente contemplação, a gruta foi fechada para banhos para preservação. Pode ser encaixado num turno, deixando o outro livre para passeio.
  • Abismo Anhumas: rapel de 72 metros com flutuação dentro da gruta.

Minha irmã e sua familial foram no Rio Sucuri no dia do Abismo Anhumas, pois somente eu quis fazer esse passeio radical.

Flutuação no Rio da Prata

Dicas Vai para o Mundo:

Os passeios não são baratos, mas são incríveis. Se não puder fazer todos por falta de grana ou de tempo, escolha ao menos uma flutuação e uma trilha de cachoeiras. Eu amei o Rio da Prata e a Estância Mimosa.

A maioria dos passeios são perfeitos para famílias com crianças a partir de 5 anos. Porém, alguns passeios não são para família, como Anhumas. Se estiver nessa situação, negocie, ou leve a sogra para ficar na piscina com as crianças. E o lugar mais incrível que eu já vi na vida em termos de natureza exótica e exuberante. Sério, incrível, não tenho palavras para descrever. Sai de lá realizada.

Alguns passeios incluem almoço. Gostei de todos, comida caseira e local.

Buraco das Araras

Cuide da pontualidade, num lugar tão organizado fica muito feio chegar atrasado.

A cidade tem muitas opções de hotéis e pousadas. Ficamos na Pousada Arte da Natureza, muito boa e bem localizada. Rolava uma piscina no fim do dia, na volta dos passeios e antes do almoço.

Restaurante para comer o Pirarucu:Casa do João

Cachaçaria local: Taboa. Tem o pub na rua central, mas você também pode visitar a fábrica, recomendo muito. Além de explicar o processo produtivo da cachaça, ainda tem uma oficina de artesanatos que empresa jovens de comunidades carentes.

Estância Mimosa

Gosto é gosto, mas eu me arrependi: Projeto Jiboia. A ideia era boa, um local para conhecer mais sobre a jiboia, mas a palestra sobre a jiboia me deixou mais nervosa do que fã desse animal. Não curti.

Outro arrependimento: flutuação no Rio Sucuri, mais do mesmo.

E o arrependimento final: boia-cross no Rio Formoso. Sendo que não fizemos na boia, mas em uns botes infláveis lotados de turista bebendo Skol. Sem mais…

E de novo. Imperdível. Pra vida. Abismo Anhumas. Uma fenda descoberta ao acaso leva a uma imensa caverna, quase do tamanho de um campo de futebol, acessível apenas de rapel. 72 metros de subida e descida que você tem que fazer sozinho. Você recebe um treinamento na véspera. O lugar e espetacular com opção para flutuação e mergulho. Demais! Daqueles lugares que te motivam a meter uma mochila na costa viaja, viajar, viajar, a beleza de ser um eterno aprendiz.

Treinamento para o rapel

Abismo de Anhumas

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Fernanda Rosa
Fernanda Rosa

Publicitária por formação; marketeira em tempo integral e escritora nas horas vagas por amor. Leonina, porto-alegrense, pós-graduada em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas-RS; adora cinema, música, propaganda, jogar futebol, torcer pelo Colorado e cozinhar. Apaixonada pelo mundo, faz uma mala como ninguém.

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