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Quem não bebe não tem história! E no caso de quem ama ir para o mundo, como nós, conhecer as bebidas típicas dos lugares que visitamos faz parte do roteiro e das histórias que levamos de cada viagem. Nesse post, separamos as 10 opções (alcoólicas e sem álcool) que mais nos surpreenderam até aqui. A lista passa pela África do Sul, Peru, Chile, Argentina e Brasil, incluindo de suco a cachaça, com direito a refrigerante, chá, chocolate quente e cerveja (além de outras alternativas que não conseguimos classificar). Um ranking para brindar, tirar foto, matar a sede, encher a cara, se deliciar, fazer careta e no final ter muita história para contar!

1. Cerveja africana

Em Cape Town, na África do Sul, há boas opções de cervejas artesanais (uma sugestão é o bar Beerhouse, na Long Street). Mas se seu nome é ousadia, experimente a cerveja tradicional africana, feita a partir da fermentação espontânea do milho. A bebida, servida num pote gigante de barro, tem cheiro e gosto bem desagradáveis, mas vale a experiência! Trata-se da cerveja consumida por algumas etnias africanas (e vimos num museu que tradicionalmente ela era feita usando a saliva das mulheres, que descascavam o milho com a boca. Porém apenas homens podiam bebê-la). Provamos no restaurante Marco’s African Place, junto com um belo jantar.

    

Quer mais dicas sobre Cape Town? Acesse o post com um roteiro de cinco dias na cidade sulafricana

2. Mote con huesilho

  

Andando por Santiago, no Chile, é comum ver muitas barraquinhas nas ruas vendendo “mote con huesilho”. A “bebida”, feita da bizarra mistura de pêssego em calda com grãos de trigo, é bastante popular entre os chilenos. Para o paladar de uma carioca, o líquido doce foi até aprovado, mas a parte de comer a fruta com o trigo, de colher, é bem esquisita. Nossa experiência com a iguaria chilena foi em cima do Cerro San Cristóbal, de onde se tem uma bela vista da cidade. Subimos de teleférico e ficamos para ver o pôr do sol (uma boa opção para quem quiser economizar os R$ 90 do elevador do Sky Costanera).

3. Chicha morada

Ir ao Peru e não provar o delicioso suco de milho roxo é como ir à Ipanema sem tomar um mate gelado com limão. A bebida, doce e refrescante, é facilmente encontrada em restaurantes de Cusco. Além do “maiz morado” típico do Peru, o suco leva especiarias e uma mistura de frutas, como limão e abacaxi. É possível ainda encontrar cervejas que levam o milho roxo, como a Cumbres Maiz Morado, que provamos também em Cusco.

  

4. Inca Kola

O refrigerante de cor amarelo ouro é um sucesso entre os peruanos. Não à toa foi em parte comprado pela Coca-Cola em 1999. Imagino que a concorrência devia incomodar a maior empresa de refrigerantes do mundo. Para quem vem de fora, mais chocante do que a cor (e o gosto extremamente indefinido) é ler a lista de ingredientes e continuar sem saber do que a inca kola é feita! Segundo o rótulo, a bebida leva água gaseificada, açúcar, cafeína, conservantes e saborizantes artificiais, mas nenhuma fruta, erva ou outro item natural conhecido. É doce, enjoativa e exclusiva do Peru. Então, quando estiver por lá, respire fundo e prove!

5. Terremoto

A bebida chilena que promete abalar as estruturas leva vinho branco, groselha e sorvete de abacaxi. Porém, mais do que o teor alcoólico do terremoto, o que pode realmente abalar o turista desinformado é a multa que você leva se for pego bebendo nas ruas, praças e parques do Chile. Consumir bebida alcoólica em locais públicos é proibido no país e quem infringir a lei paga cerca de R$ 250! Compramos nosso terremoto no La Piojera, ao lado do Mercado Central de Santiago, e já íamos saindo com o copo na mão quando nos alertaram da proibição. Por isso, #ficaadica: aproveite seu terremoto no bar e depois não dirija. É bem gostoso e dá uma balançada.

  

6. Chá de coca

O uso das folhas de coca para chá e outros diversos produtos, como balas, chicletes e até cervejas, é uma tradição dos países atravessados pela cordilheira dos Andes. Para os turistas, tomar o chá ou mesmo mascar a folha ajuda a inibir os efeitos da altitude. O soroche, como os andinos chamam o mal da altitude, pode causar falta de ar, cansaço, dor de cabeça e enjoo. No primeiro dia em Cusco, a 3400 metros de altura, é comum sentir tudo isso e ter dificuldade para percorrer poucos metros a pé. Começamos a sentir os efeitos assim que saímos do avião, e já no saguão do aeroporto encontramos um cesto para pegarmos as folhas de coca. No hotel, fomos recebidos com um cházinho da erva (que é tranquilo de beber adoçado. Já a folha para mascar é bem amarga). Com o tempo, o corpo acostuma e no segundo dia já estávamos 100%. Depois ainda fizemos uma trilha de 10 km, chegando a 5200 metros de altura. Sempre com muita coca!

Quer saber mais sobre o Peru? Acesse o post com dicas para visitar o país no período de chuvas

7. Cachaça de jambu

“Se você quiser saber
o que a jamburana faz
o tremor do jambu
é gostoso demais
e o jambu treme…”

O carimbó da Dona Onete resume bem a experiência de degustar o jambu, erva típica do Pará e ingrediente de vários pratos tradicionais, como o tacacá. Quando você vir a folha a venda no mercado Ver-o-Peso, pode até confundi-la com uma acelga ou um espinafre, mas o gosto do jambu é extremamente peculiar. As propriedades da jamburana deixam o céu da boca e a língua dormentes, com um leve tremor. Na cachaça então…

   

Para quem quiser experimentar, existem muitas marcas de cachaça de jambu. Uma das mais conhecidas é a “Meu garoto”, que possui vários bares pela cidade de Belém e uma loja com degustação e grande variedade para presentes. Tem cachaça de jambu com cupuaçu, castanha do pará (a que mais gostei), bacuri e açai. Nos bares, também é possível pedir caipirinhas com a bebida. Cachaça de jambu e cupuaçu, por exemplo, formam um belo par!

8. Sucos amazônicos

Para quem prefere bebidas sem álcool, opções não faltam na região amazônica. De Manaus a Belém, a dica é experimentar os sucos das diversas frutas que você não encontra facilmente em outras áreas do país. Meu preferido foi o de taperebá. As opções incluem jenipapo, cupuaçu, cacau, mucuri, bacuri, uxi, tamarino, mangaba, buriti, araçá e graviola, além dos tradicionais de abacaxi, manga, goiaba, caju e maracujá, entre outros.

   

No Ver-o-Peso, recomendo a barraca “Lu Polpas”, que vende bem barato, além dos sucos, as polpas congeladas para você levar na viagem e várias opções de trufas de chocolate com recheio de frutas típicas. Aliás, a dona é uma fofa! Compramos um isopor para levar para casa as polpas e alguns peixes, como tambaqui e filhote. Foi tranquilo de despachar (e no desembarque descobrimos que a prática é comum. Havia outras dezenas de isopores no voo de Belém para o Rio).

Quer mais dicas sobre Belém? Acesse o post com o roteiro de quatro dias perfeitos na capital paraense

9. Chocolate espesso

Quando o assunto é chocolate, pareceria lógico lembrar primeiro da bebida quente da Godiva, na Bélgica, ou mesmo das várias opções artesanais da costa do cacau, na Bahia. Mas nenhum chocolate quente me marcou mais até hoje do que o espesso do Café Tortoni, em Buenos Aires. A clássica cafeteria é parada obrigatória para quem visita a capital argentina. Além da bebida, que, como diz o nome, quase lembra uma mousse de tão espessa, há várias opções de pães e doces para café da manhã e lanche, tudo isso num prédio histórico super charmoso.

Localizada nas proximidades da Casa Rosada, a “Confeteria Colombo” de Buenos Aires ainda conta com shows de tango à noite, considerados menos turísticos e mais representativos do tradicional tango argentino. A casa era inclusive frequentada por Carlos Gardel (e possui uma estátua do famoso cantor para fotografias).

10. Netuno

“Se a culpa é minha, eu ponho em quem eu quiser”. E se você estiver em Caraíva, na Bahia, pode colocar a culpa no Netuno! A tradicional bebida leva nada menos que álcool etílico potável de origem agrícola, suco de gengibre, infusão alcoólica de maracujá e açúcar. E o teor alcoólico bate os 14%! É, sem dúvida, a melhor pedida para forrozear em Caraíva a noite toda e terminar na praia vendo um nascer do sol espetacular. E o melhor, sem ressaca no dia seguinte!

    

Saudades do que a gente ainda não bebeu

Nossa próxima viagem está marcada para a Colômbia! E uma das bebidas típicas de lá já está na nossa lista de opções favoritas. A limonada de coco é simplesmente deliciosa e pode ser encontrada no Brasil em vários restaurantes colombianos. Provamos algumas vezes no La Gorgona, em São Paulo.

  

Tem alguma dica de bebida inesquecível? Manda pra gente!

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Ana Reyes
Ana Reyes

Carioca, vive equilibrada entre o trabalho em São Paulo e a vida no Rio. Workaholic ansiosa pelo próximo destino de férias, busca conciliar o medo de avião com a vontade de ir sempre mais longe. Descobriu no marido, capixaba, o parceiro ideal com quem quer conhecer o mundo. Jornalista e professora de História, gosta de flanar por grandes cidades e experimentar o cotidiano de cada lugar.

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